Sobre a FLIPORTO
Publicado por admin em 29 Mar 2009 | sob: Internacionais
Fliporto 2009: Na melhor praia do Brasil a melhor literatura ibero-americana. 05 a 09 de novembro de 2009.
Visite nosso site: www.fliporto.net
Sobre a FLIPORTO 2009, leia o artigo do Curador Literário Mário Hélio
EQUIPE FLIPORTO 2009 | ANO V
Antônio Campos - Curador e Diretor Geral
Eduardo Côrtes - Produção Executiva
Leila Teixeira - Gerente Executiva
Mário Hélio - Curador Literário
Veronika Zydowicz - Secretária Executiva
Cláudia Cordeiro - Coordenadora Fliporto Digital
Pablo Magalhães (IKI) - Propaganda
Daniele Arantes (IKI) - Marketing
Luciano Telles (IKI) - Produção Material Gráfico
José Arnaldo Guimarães - Assessor Jurídico
Maria Galiza - Controladoria Financeira
Tactiana Braga - Assessoria de Captação
Iara Lima (Exclusiva BR) - Coordenadora de Imprensa
Luciana Lews (Exclusiva BR) - Assessoria de Imprensa Local
Ângelo Raposo - Assessoria de Imprensa Nacional
FLIPORTO – FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PORTO DE GALINHAS
BREVE HISTÓRICO
A sociedade brasileira é uma das mais multirraciais do mundo; formada por descendentes de europeus, indígenas, africanos e asiáticos, o conseqüente pluriculturalismo talvez seja a melhor forma de não acreditar absurda a tese dos que prevêem uma globalização que era sonho dos filósofos estóicos do homem cosmopolita: aquele que se sentirá em casa em qualquer parte da Terra. Une-nos o idioma: é no Brasil onde se concentram 187 milhões de falantes da Língua Portuguesa, de um total de 240 milhões de falantes nativos no mundo.
O espírito que emana das ações da FLIPORTO fundamenta-se nas mais recentes perspectivas do processo de Globalização contemporâneo que não resultam em um novo processo de espoliação como os praticados anteriormente pelo colonialismo e pelo imperialismo, pois não implicam em uma dominação políticocultural, bem ao contrário, implicam numa aproximação e busca de intercâmbio e cooperação.
Depois de dois anos - 2005/2006 - em que o evento esteve restrito às fronteiras brasileiras, a reflexão resultante dos encontros chegou a um ponto comum: “o Brasil estava distanciado do resto da América Latina”.
FLIPORTO 2007
A Fliporto 2007 realizou, então, o intercâmbio e aqui se fizeram representar, através de seus escritores, treze países latino-americanos: Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai, Venezuela. Expandindo-se a programação, Angola foi representada por Agualusa e a Galícia por Xosé Lois Garcia. Ao todo 135 participantes, 40 estrangeiros (cinco deles radicados em Pernambuco), 40 escritores dos vários Estados e 55 pernambucanos deram uma contribuição definitiva para consolidar o evento internacionalmente e inseri-lo no calendário turístico-cultural do país, como uma das maiores e mais importantes festas literárias brasileiras.
Entre os oito mil quilômetros de praias brasileiras: a FLIPORTO realiza-se em Porto de Galinhas, balneário do Ipojuca, município pernambucano do Nordeste brasileiro, região cujas terras se debruçam ousadamente sobre o Atlântico. Eleita de forma invicta em oito anos consecutivos como a melhor praia do Brasil é conhecida nacional e internacionalmente pela beleza de suas piscinas naturais, as mais próximas da praia, assim como pelos roteiros ecológicos e novos empreendimentos hoteleiros.
FLIPORTO 2008
Em 2008, só durante a FLIPORTO, a cidade recebeu em torno de 17 mil visitantes. O tema “Trilhas da Diáspora, Literatura em África e América Latina”, foi mais que pertinente no sentido histórico: o nome “Porto de Galinhas” deve-se ao fato do balneário ter servido como porto clandestino de escravos, que chegavam entulhados em meio às “galinhas d’Angola”.
Mas, na Fliporto 2008, a “Festa” reverenciava o povo africano que tão fundamente contribuiu na formação do povo brasileiro, especialmente sua cultura. O período mercantilista da primeira Globalização martirizou africanos e indígenas. Os primeiros, talvez mais que os autócnes, imprimiram marcas profundas de suas culturas na alma dos povos dos países para onde foram degredados numa das mais vergonhosas histórias da humanidade: a escravidão.
Atraídos pelo tema, nomes consagrados dos continentes latino-americano, africano e europeu, entre eles, Affonso Romano de Sant’Anna, Thiago de Mello, Antonio Carlos Secchin, José Miguel Wisnik, José Eduardo Agualusa (Angola), Luis Carlos Patraquim (Moçambique), Pepetela (Angola), Marcelino dos Santos (Moçambique), Patric Ckabal (Portugal), Arnaldo Saraiva (Portugal), Quincy Troupe (EUA), Luis Cezerillo (Moçambique), Tony Tcheca (Guiné Bissau), Rei Berroa (República Dominicana), entre outros, deram grande repercussão junto ao público e à crítica especializada.
É possível ratificar os motivos dessa repercussão tomando como exemplo o painel “Diálogos para não esquecer”, transmitido ao vivo para a Internet e disponibilizado hoje no canal Fliporto do Youtube. Coordenado por Patrick Chabal, com a participação de Patraquim (Moçambique), Pepetela(Angola), Marcelino dos Santos (Moçambique); Tony Tcheca (Guiné Bissau); Paulina Chiziane (Moçambique); Amélia Dalomba (Angola). Além de testemunhos de nossa negritude como Raquel Trindade, filha do poeta Solano Trindade, ou a Aula Espetáculo do Mestre Ariano Suassuna: uma visita ilustrada à história da formação cultural do povo brasileiro.
Com a estatística de uma mídia espontânea estimada em 2 milhões de reais é possível avaliar-se a repercussão positiva da Fliporto 2008, mas seus frutos podem ser melhor aferidos na alegria de reconhecermo-nos, descobrir-nos enquanto nação e no que há de mais ontológico no ser: pernambucano, brasileiro, iberoamericano, cidadão do mundo, humano.
FLIPORTO 2009
Mas o processo de integração e congraçamento não pára por aí. A FLIPORTO 2009 propõe reunir os intelectuais interessados nas versões artístico-literárias das novas tendências ibero-americanas.
Nos séculos XV e XVI, portugueses e espanhóis, principalmente, lançaram aos mares as suas caravelas, estruturando um sólido comércio triangular entre a Europa (fornecedora de manufaturas), África (que vendia seus escravos) e América (que exportava produtos coloniais). Mas essa integração embora de interesse essencialmente mercantilista e de expansão colonialista resultou em um entrecuzar-se de culturas.
É com o ânimo de estabelecer um intercâmbio à margem de interesses outros que não sejam a promoção e a valorização da arte ibero-americana, especialmente a literária, que se planejaram painéis, palestras, debates e entrevistas, para inaugurar um diálogo que se quer permanente. Para esse reencontro o balneário Porto de Galinhas já se prepara para atender a todo o tipo de público, do infantil ao adulto, e para exibir aos visitantes, além de suas belezas naturais, as diversas artes de nosso Estado e do país.
Durante a FLIPORTO é possível se ter recortes da paisagem de mais de cinco séculos, mas as letras que a descrevem assumem o comando. Os diálogos, a palavra escrita ou falada de nossos convidados, são a pedra de toque, o ouro fino que importamos e exibimos em embalagem especial: a fraternidade.
Fraternidade que se espraia pelos mares da WEB, através de transmissão ao vivo pela Internet. Tudo para fomentar a leitura, valorizar o escritor e a literatura: porto de muitos caminhos na diversidade de nossas realidades.
É a FLIPORTO DIGITAL utilizando o que há de mais moderno para que as preciosas vozes sejam ouvidas no mundo inteiro.
Como os que estarão no nosso Porto em Festa, na nossa FLIPORTO: o registro de sua passagem é caminho só de vinda, de boas-vindas ao sonho de um mundo mais justo e melhor.
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